A psoríase não é transmissível nem contagiosa, mas atinge 3% da população
Psoríase | Saúde (video)
A doença atinge adultos de 20 a 30 anos que normalmente possuem predisposição genética e pele branca, esta é doença inflamatória da pele que atinge aproximadamente 3% da população mundial, não sendo transmissível nem contagiosa
De acordo com o coordenador do Laboratório de Psoríase do Hospital da Clínica da Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Romiti, a doença atinge adultos de 20 a 30 anos que normalmente possuem predisposição genética e pele branca – embora também possa ocorrer entre negros.
As chances dela se manifestar aumentam após o paciente passar por infecções e tratamento com medicamentos a base de lítio (substância comum entre remédios utilizados contra forte depressão).
Remédios anti-inflamatórios não hormonais e estresse são agravantes dos sintomas, que consistem em escamas espessas e esbranquiçadas em cima de uma inflamação vermelha. Cotovelo, joelho e couro cabeludo são as partes do corpo mais comuns onde a psoríase se manifesta, mas há casos em que ela se espalha por todo o corpo e evolui para uma artrite (inflamação das articulações). “Normalmente dá mais coceira do que dor no local. E por isso pode causar feridas ao coçar”, explica Romiti.
A psoríase, segundo o especialista, é uma manifestação do próprio corpo, que leva a uma reprodução exagerada das células da pele. “Nossa pele se renova em media uma vez por mês, e por isso não é notada. Mas com a psoríase essa renovação se torna diária”, explica.
“Sempre aparecem escamas novas e, mesmo que o paciente arranque, no dia seguinte aparecem novas escamas.” No entanto, como afirma Romiti, a psoríase não é transmissível, mesmo pelas lascas de pele soltas.
O tratamento vai desde pomadas anti-inflamatórias a banho de sol para os casos mais simples, e remédios imunossupressores (que baixam a imunidade do paciente) para os casos mais graves.





