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Gripe A H1N1: Governos europeus tentam revender sobras de vacina e renegociar contratos com farmacêuticas

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Gripe A H1N1: Governos europeus tentam revender sobras de vacina e renegociar contratos com farmacêuticas

imageApenas cerca de 6 milhões vacinaram-se na Alemanha

Vários Países europeus compraram mais do que necessário e tentam vender os seus excedentes de vacina contra a gripe H1N1. Governos querem refazer os contratos, enquanto o vírus parece ter-se enfraquecido na Europa Ocidental.

A França foi o último a juntar-se à crescente lista de países europeus que estão a querer vender os seus excedentes de vacina contra a gripe H1N1, também chamada de  “gripe suína”. O governo francês admitiu ter comprado muito mais do que o necessário, facto que provocou uma forte onda de críticas, tanto de políticos da oposição como da própria coligação governamental.

Diversos vizinhos europeus seguem o mesmo caminho.

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Protestos em França desde a esquerda ao partidos do governo

A compra em massa de vacina contra gripe pelo governo francês tem provocado protestos de todos os lados. Paris gastou quase 1 bilião de euros em mais de 90 milhões de doses de vacina, das quais sobraram 70 milhões, afirmou o porta-voz da oposição socialista, Benoît Hamon, em entrevista ao Canal Plus, na segunda-feira (04 Jan).

Tanto a esquerda como os parceiros de coligação de governo do partido Nouveau Centre pedem a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito. Também do partido do governo, UMP, surgiram acusações de que o Ministério da Saúde não tomou as precauções necessárias ao negociar com a indústria farmacêutica.

O Ministério francês da Saúde gastou 869 milhões de euros na compra de 94 milhões de doses para uma população de 63,6 milhões de habitantes. Segundo o ministério, o Qatar já comprou 300 mil doses, enquanto o Egipto pretende adquirir 2 milhões. Mais vacinas em excesso também deverão ser vendidas para a Ucrânia e para o México.

Apenas 5 milhões foram vacinados na França

O governo tomou a decisão depois que especialistas de saúde darem conta de que a maioria das pessoas só necessita de uma dose da vacina, no lugar de duas tomas, para adquirir imunidade. Além disso, Paris esperava que três quartos da população se fosse vacinar, o que acabou por não aconteceu. Somente cerca de 5 milhões receberam vacina em França até o fim de Dezembro.

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O país está determinado a vender o excedente de vacinas o mais rápido possivel. Segundo reportagem publicada no jornal Le Parisien, diplomatas franceses foram instruídos a relatar rapidamente possíveis carências da vacina noutros países.

A Sanofi Pasteur, produtora da vacina, anunciou estar “disposta a examinar” o contrato fechado com o governo francês, caso o produto não seja necessário nas mesmas proporções que o previsto originalmente. A empresa já forneceu a metade dos 28 milhões de vacinas encomendadas por Paris, a entrega do restante está prevista para os próximos meses.

Alemanha quer renegociar

A Alemanha passa por problema semelhante. Os estados federados querem renegociar com os fornecedores da vacina, para que tenham que assumir apenas a metade dos 50 milhões de doses de vacinas originalmente encomendadas. Segundo as últimas estatísticas disponíveis, de início de Dezembro, somente cerca de 6 milhões de alemães vacinaram-se contra a gripe A.

Berlim anunciou estar na disposição de repassar as vacinas excedentes para outros países, apesar de só ter recebido, até agora, menos de 20 milhões dos 50 milhões de doses encomendadas. Berlim recebeu propostas de compra do Afeganistão e de países da Europa Central, além de ter oferecido à Ucrânia 2,2 milhões de doses. Moldávia, Macedônia, Albânia, Kosovo, Mongólia e as Maldivas também consultaram as autoridades alemãs.

Para ONG, o alarme da gripe foi “tigre de papel”

A Holanda anunciou em Novembro último que iria vender 19 milhões das 34 milhões de doses encomendadas. No Reino Unido, um porta-voz do Ministério da Saúde afirmou que o governo também está cogitando revender a vacina.

Recentemente, a ONG Transparência Internacional, sediada em Berlim, fez graves acusações contra a indústria farmacêutica a respeito da vacinação contra a gripe H1N1. A doença foi “inflacionada em proporção catastrófica”, tendo se revelado um “tigre de papel”, afirmou Anke Martiny, membro da diretoria da entidade de luta contra a corrupção.

A Organização Mundial de Saúde anunciou em Dezembro de 2009 que o vírus H1N1 parecia estar enfraquecendo em grande parte da Europa Ocidental.

Fonte: www.dw-world.de
MD/afp/ap/dpa

Revista por CarlAn

2 Respostas

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  1. […] Mas não é só a França que se livra dessa carga. Também a Alemanha, a Holanda e o Reino Unido pretendem cancelar as compras da Novartis e/ou vender o estoque que têm. […]

  2. saglik
    goood site… thanks admin…🙂

    tupbebektedavisi

    07/06/2010 at 15:30


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