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Gripe a H1N1: Europa tenta livra-se dos excedentes de vacinas para a pandemia

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A Suíça junta-se a diversos países da Europa que estão a tentar desesperadamente livra-se das sobra ou dos excedentes de vacinas contra o H1N1.

São diversos os países que já manifestaram vontade de revender as suas vacinas por considerarem que têm vacinas em excesso para as suas populações e porque, a adesão das pessoas para as campanhas de vacinação foi muito baixa.

“falsa pandemia”

O médico alemão Wolfgang Wodarg, presidente do Conselho da Europa do Comitê de Saúde (chairman of the Council of Europe Parliamentary Assembly (Pace) Health Committee), afirmou que a “falsa pandemia” da gripe decretada pela OMS foi “um dos maiores escândalos da medicina do século”.

De facto, são vários os países que já manifestaram vontade de vender e/ou doar o seu excesso de vacinas, ou ainda em alternativa renunciar ou alterar os contratos de fornecimento que têm com os diversos laboratórios farmacêuticos, é o caso da Alemanha, Espanha, França, Holanda e agora também a Suíça.

H1N1 na Suíça

A gripe A H1N1 parece já ter atingido o seu pico da Europa Ocidental. O número de casos na Suíça continua a baixar: em finais de Dezembro, havia 418 casos confirmados de H1N1, 1.600 menos do que à  um mês atrás.

Desde Julho 2009 houve 12.826 casos confirmados, 430 pessoas foram hospitalizadas, 77 das quais nos cuidados intensivos. Treze pessoas morreram de gripe até agora na Suíça.

A Suíça comprou 13 milhões de doses de vacina contra a gripe H1N1 dos laboratórios  Novartis e GlaxoSmithKline no valor total de 84 milhões FS ($ 81 milhões) embora tenha apenas uma população de 7,7 milhões.

Mas os países vizinhos da Europa Central e Oriental ainda estão às voltas com a pandemia. De momento o vírus é mais activo na Grécia, Polónia, Bulgária, Sérvia, Ucrânia e Rússia, segundo relata OMS.

Suíça

A Suíça que tem uma população de aproximadamente 7,7 milhões debate-se com um excesso enorme de doses de vacina por adquiriu a dois laboratórios (GlaxoSmithKline (GSK) e Novartis) 13 milhões de doses de vacina.

Em Dezembro, o governo Suíço afirmou que planeia doar à Organização Mundial da Saúde (OMS) ou vender a outros países, cerca de 4,5 milhões de doses da vacina da gripe A, devido à baixa adesão à vacinação.

Apenas uma pequena parte do fornecimento inicial de vacinas foi utilizado. A maior parte do restante é abastecido e gerido pelas autoridades federais e cantonais da Suíça, que afirmam que apenas 15 a 30 por cento da população tem sido vacinada.

“Estão em curso negociações com vista à venda ou doação de nossas vacinas”
, disse Jean-Louis Zurcher, porta-voz do gabinete federal de Saúde, afirmou a  swissinfo.ch.

Zurcher recusou-se a indicar quais os países que estavam interessados na compra e não poderia confirmar se a Suíça, tal como a França, estava em negociações com as empresas farmacêuticas para cancelar ou retornar as vacinas excedentes.

“Muito dinheiro foi investido nas vacinas, mas a situação de pandemia poderia ter sido muito pior”
, acrescentou Jean-Louis Zurcher.

França

Bem no centro da polémica sobre a sua caríssima campanha de vacinação contra a gripe H1N1 (€ 869 milhões), a França informou na segunda-feira que queria cancelar o fornecimento de 50 milhões de doses, das 94 milhões que tinha encomendado, isto por causa do excesso de oferta. Segundo dados oficiais, apenas 5 milhões de franceses optaram por se imunizar contra a gripe pandémica, embora a população francesa seja de cerca de 65 milhões, em face deste número é de prever que a França tenha um excedente gigantesco de vacina.

Outros países europeus

A Alemanha também está a tentar renegociar as suas encomendas feitas durante a fase inicial da pandemia, com vista a não ter demasiados excedentes de vacina. E iniciou conversações com a GSK, em Berlim na quinta-feira para tentar negociar um corte de 50 por cento nos 50 milhões de doses da vacina Pandemrix que estariam programadas para serem entregues.

A Holanda anunciou em Novembro que iria vender 19 milhões dos 34 milhões de doses que tinha dado ordem de compra.

A Espanha também está a trabalhar no destino das vacinas não utilizadas, e afirma ainda que, os contratos que têm com a Novartis (22 milhões de doses), a GSK (14,7 milhões) e Sanofi-Aventis (400.000) incluem cláusulas que permitem a devolução das vacinas excedentes se provarem não serem necessárias.

Um porta-voz do ministério da saúde britânico afirmou à agência France Presse, no domingo, que a venda das vacinas em excesso também foi uma opção considerada.

“Fiasco Extravagante”

A iniciativa do governo francês veio depois de intensas críticas por parte de políticos e cientistas. A oposição do Partido Socialista francês descreveu a campanha nacional como um fiasco “extravagante” e exigiu um inquérito parlamentar.

Elsewhere, do Conselho dos Estados membros da Europa está a estudar a possibilidade de lançar um inquérito sobre a influência das empresas farmacêuticas sobre a campanha global da gripe A H1N1.

A “falsa pandemia” da gripe decretada pela OMS foi “um dos maiores escândalos da medicina do século”, disse o médico alemão Wolfgang Wodarg, presidente do Conselho da Europa Comitê de Saúde (chairman of the Council of Europe Parliamentary Assembly (Pace) Health Committee), que apresentou a proposta a ser debatida em 25 Janeiro.

Fonte: Suíça, 5 Jan (swissinfo.ch)
Simon Bradley, swissinfo.ch
Tradução e adaptação de CarlAn

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