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Gripe A H1N1: Pandemia da gripe perde força, admite OMS

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Gripe A H1N1: Pandemia da gripe perde força, admite OMS

ImageMargaret Chan disse que a OMS está pronta a prestar contas de todas suas decisões na gestão da pandemia

GENEBRA – A pandemia do vírus da gripe A (H1N1) parece estar sendo superada, admitiu hoje a Organização Mundial da Saúde (OMS), na prática colocando de parte o cenário inicialmente previsto de devastação de milhares de mortes e prejuízos avultados.

“O pior já pode ter passado”
no hemisfério norte, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan. Mas alertou que uma conclusão mais segura sobre a superação da pandemia só deve ocorrer em Abril. “Ainda há muito inverno pela frente”, afirmou Margaret Chan.


Insistiu ainda sobre os riscos quando a gripe e o vírus H1N1 se tornar mais transmissível no Hemisfério sul. Em África persiste a possibilidade de “intensas ondas de transmissão” do vírus.

Depois de ter decretado a pandemia e elevado ao nível mais alto de grau de alerta, a OMS está sob pressão de alguns governos e entidades. O Conselho da Europa, que reúne 47 países do velho continente, abriu uma investigação excepcional sobre “as influências” que a indústria farmacêutica teria exercido sobre as diversas entidades ligadas ao licenciamento das vacinas e à propria OMS.

Na quarta-feira, os laboratórios Sanofi Pasteur, Novartis, GlaxoSmithKline e Baxter serão interrogados no Senado francês.

Estima-se que a venda maciça de vacinas para combater uma pandemia rendeu aos laboratórios até US$ 10 biliões de lucros suplementares. Vários governos não sabem agora o que fazer com as vacinas não utilizadas e que acabam por ter em excesso.

Mas a directora-geral da OMS fez sua defesa hoje, indicando que a pandemia foi moderada em razão de amplo abastecimento de vacinas. Margaret Chan disse que a OMS está pronta a prestar contas de todas suas decisões na gestão da pandemia.

Um estudo do Banco Mundial estimava que o custo económico da pandemia poderia variar de 0,7% a 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) global, dependendo da gravidade da doença. O valor menor leva em conta um cenário de “catástrofe modesta”, como a epidemia de gripe de Hong Kong, de 1968/69, que matou cerca de 1 milhão de pessoas no mundo. A estimativa maior refere-se à gripe espanhola de 1918-1919, que teria feito pelo entre 30 a 100 milhões de mortos.

Por sua vez, a agência de classificação de riscos Moody´s estimou que o impacto macro-económico global de uma pandemia de gripe moderada pode causar a morte de 1,4 milhão de pessoas e prejuízos de US$ 330 biliões.

No seu último balanço, a OMS mostrou que o número de mortes por causa da gripe A chegou a 13.550 até o começo deste mês de Janeiro. Foram 7 mil nas Américas, 2,8 mil na Europa e as restantes vitimas em outras regiões do globo. A maior transmissão do vírus A (H1N1) persiste na Europa Oriental, no norte da África e no sul da Ásia.

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