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Gripe A (H1N1): Vírus “eclipsou-se” depois de matar 122 portugueses, diz Francisco George

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Vírus “eclipsou-se” depois de matar 122 portugueses
Gripe A – Portugal

imageO Director-Geral da Saúde, Francisco George, afirmou que o vírus da Gripe A, que só em Portugal matou 122 pessoas, “eclipsou-se” mas deverá reaparecer como o principal vírus da gripe que atingirá Portugal a partir do próximo Outono.

A ministra da Saúde garante que o Plano de Vacinação vai continuar.

“Neste momento não registamos actividade por gripe A, com excepção da Região Autónoma dos Açores. O vírus eclipsou-se na sua quase totalidade”, afirmou Francisco George.

Perante os dados contabilizados até à sexta semana do corrente ano, pode tirar-se a conclusão que a gripe sazonal foi residual e que 99% dos casos registados foram efectivamente de Gripe A, que teve o seu pico epidemiológico entre 16 e 29 de Novembro de 2009.


Gripe A já custou 42 milhões de euros aos cofres do Estado

imageMinistra da Saúde

Ministra da Saúde, Ana Jorge, conseguiu cancelar dois milhões de vacinas.

Desde Abril, entre 10% a 15% dos portugueses contraíram o vírus H1N1. Para já a pandemia acabou, mas pode voltar no próximo Inverno.

A gripe A já custou aos cofres públicos 42 milhões de euros. Só o Ministério da Saúde foi responsável por 41 milhões, entre o reforço de verbas para os hospitais, vacinas, Tamiflu e material clínico. A juntar a este valor, é preciso contabilizar mais cerca de um milhão gasto pelo Ministério da Educação para prevenir a pandemia nas escolas. Por contabilizar estão ainda outros custos indirectos como os valores gastos pela Segurança Social em baixas médicas.

A factura é pesada mas fica muito aquém dos valores inicialmente previstos. Só pelas vacinas que Portugal encomendou à farmacêutica GlaxoSmithKline, o Estado deveria pagar 45 milhões de euros, avançou na altura a ministra da Saúde.

Da encomenda inicial de seis milhões de doses, só foram entregues dois milhões, pelos quais Ana Jorge já pagou 15 milhões euros. A ministra da Saúde conseguiu ainda cancelar outro terço da encomenda e as negociações para devolver o excedente de vacinas ainda não terminaram, disse ao Diário Económico fonte oficial do Ministério da Saúde.

Fonte: Economico

O Director-Geral de Saúde referiu que dos dados obtidos é possível concluir que 73% dos casos ocorreram em jovens até aos 29 anos, 38% dos quais em menores até aos 10 anos, 22% entre os 10 e os 19 e 13 por cento em adultos entre os 20 e os 29 anos.

Em relação às mortes causadas pelo Vírus da Gripe A H1N1 79% – 95 dos 122 óbitos – ocorreram em pessoas pertencentes aos chamados grupos de risco, tendo o principal factor de risco associado às mortes sido a obesidade mórbida, com 26 óbitos.

Na Madeira, o número de óbitos – 13 fazendo uma média de 5,26 por cada 100 000 habitantes – foi cinco vezes mais elevado do que a média no Continente (1,14), enquanto nos Açores essa média foi de 1,23 por 100 000 habitantes acompanhando a média do continente.

A causa de morte pelo vírus da Gripe A H1N1 em 75% dos casos foi a pneumonia viral primária, o que estabelece uma diferença marcante em relação à principal causa de morte da gripe sazonal, que é a pneumonia bacteriana secundária.

Foram notificados pelos serviços competentes um total de 192 294 casos mas apenas em 1.436 deles (0,7 por cento) foi necessário recorrer ao internamento.

Embora tenha reconhecido que o H1N1 provocou menos mortes do que a gripe sazonal em anos anteriores, o Director Geral de Saúde sublinhou que não existem dados estatísticos precisos sobre as causas das mortes em anos anteriores.

Não é pelo facto de a Gripe A ter entrado num período em que não atormenta os portugueses que as autoridades de saúde vão parar com o plano de vacinação dos grupos de risco e de quem necessite.

Isso mesmo afirma a ministra da Saúde, Ana Jorge. “O processo de vacinação continua. Nós temos neste momento vacinas para fazer aquilo que nos tínhamos proposto que é vacinar 30% da população”.

“Ainda se deve fazer dado que no próximo Inverno o vírus (da gripe A) é o vírus que se pensa que vai circular em grande quantidade e portanto as negociações sobre o problema das vacinas ainda estão a decorrer com a empresa. E, como sabem, nós já negociámos até há um tempo que dois milhões tinham sido dispensadas. Há ainda outras negociações a decorrer mas neste momento aquilo que podemos confirmar é que há vacinas em número suficiente para vacinar as pessoas que precisam”, conclui Ana Jorge.

rtp.pt | 26-03-2010

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