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SARS, Síndrome Respiratória Aguda Grave

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Saúde | SARS

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) do inglês “Severe Acute Respiratory Syndrome” – pneumonia atípica grave.


Etiologia

Nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave que ocorreram depois do caso índice, os exames para determinação da etiologia (ELISA, PCR) não demonstram a presença de agentes conhecidos que poderiam estar envolvidos (influenza, parainfluenza, Mycoplasma pneumoniae, Chlamydia spp, hantavírus etc.). O achado de Chlamydia, uma bactéria que pode causar infecções respiratórias, foi possivelmente ocasional. A causa da doença é, muito provavelmente, um vírus. Três vírus tornaram-se candidatos a possível agente da Síndrome Respiratória Aguda Grave. O primeiro seria um novo vírus da família dos paramixovírus (laboratórios da Alemanha e Hong Kong), o segundo seria um metapneumovírus (laboratórios do Canadá) e o terceiro um novo coronavírus (laboratórios dos Estados Unidos, Alemanha e Hong Kong).

Os paramixovírus e os coronavírus são duas famílias de vírus que podem causar infecções em animais vertebrados. Em seres humanos, os paramixovírus causam infecções respiratórias (vírus parainfluenza, vírus sincicial respiratório, metapneumovírus), sarampo, caxumba e encefalites (vírus Hendra e Nipah). Alguns dos paramixovírus foram identificados recentemente, como o Hendra (1994), o Nipah (1999) e o metapneumovírus (2001). Este último pode produzir manifestações respiratórias semelhantes às do vírus sincicial respiratório. Os coronavírus causam infecções respiratórias, sendo um dos mais freqüentes agentes etiológicos do resfriado comum. Os paramixovírus (incluindo o metapneumovírus) e os coronavírus podem ser detectados em seres humanos com ou sem doença.

O novo coronavírus (imagem com microfotografia eletrônica) parece ser a causa mais provável da Síndrome Respiratória Aguda Grave. A sequenciação genético do vírus foi obtido no Genome Sciences Centre (Canadá) e nos CDC (Estados Unidos), a partir de culturas provenientes de dois diferentes pacientes. As análises sugerem que o vírus associado à doença é diferente de todos os outros coronavírus conhecidos.

Definição de caso/Caso suspeito

º Pessoa que apresente:

* Febre (>38 °C) e
* Tosse ou dificuldade respiratória (taquipnéia, dispnéia) e
* Uma ou mais das seguintes condições:

º contato direto* com um indivíduo que seja um caso suspeito ou provável  de Síndrome Respiratória Aguda Grave ou
º história de viagem há 10 dias ou menos a uma área afetada** ou
º residência em áreas afetadas.

* Pessoas que moram, cuidaram, atenderam ou entraram em contato com qualquer material biológico de
indivíduos com Síndrome Respiratória Aguda Grave.
** Área na qual está ocorrendo cadeia de transmissão local, informado pelas autoridades nacionais de saúde
pública.

Manifestações

As manifestações clínicas (OMS) da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) são febre alta de início súbito, tosse seca, dor no corpo, na cabeça e na garganta. Além disto, pode ocorrer perda do apetite, mal estar, dispnéia, confusão mental, exantema e diarréia. Pode ocorrer trombocitopenia acentuada, leucopenia, elevação das aminotransferases (2 a 6 seis vezes acima dos valores de referência) e da CPK (acima de 3000 UI/l). A maioria dos casos (mais de 80%) começa a apresentar melhora após uma semana de doença. Alguns (10 a 20%) evoluem de forma grave, apresentando pneumonia bilateral e, eventualmente, insuficiência respiratória. A doença é mais comum em adultos e mais grave em pessoas com mais de 40 anos, principalmente nas que tenham doenças crônicas associadas.

Letalidade

A letalidade média da Síndrome Respiratória Aguda Grave, que depende de fatores como idade, presença de doenças associadas e recursos disponíveis para tratamento, é estimada atualmente em cerca de 15%.

Tratamento

O tratamento da Síndrome Respiratória Aguda Grave consiste basicamente em medidas de suporte, como hidratação e, eventualmente, o uso de próteses respiratórias. É prudente, uma vez que o diagnóstico é de exclusão, considerar o emprego de antibióticos visando os agentes bacterianos que comumente causam pneumonia, incluindo as atípicas. Evolutivamente deve-se ainda levar em conta, principalmente nos pacientes mais graves, a possibilidade de infecções bacterianas secundárias. Estão sendo utilizadas drogas antivirais (como a ribavirina) e corticóides, porém não existem evidências de que tenham produzido qualquer efeito terapêutico.

fonte: cives.ufrj

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